Angola pretende aprofundar a cooperação tecnológica com a China, com maior aposta na transferência de conhecimento, formação de quadros e partilha de experiências, como parte da estratégia de diversificação da economia. A intenção foi manifestada pelo presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, durante a visita à China.

Adão de Almeida defendeu a criação de um programa mais estruturado de transferência de tecnologia e conhecimento entre os dois países, considerando esta uma das áreas de interesse de Angola na relação com a China.

“Temos também interesse de partilhar experiências, aprender com a República Popular da China e ter um programa mais sustentado de transferência de tecnologia e de conhecimento”, afirmou.

A aposta ganha particular relevância num país com uma população jovem, segundo o presidente da Assembleia Nacional, que associa a formação de quadros às necessidades de desenvolvimento económico e tecnológico.

“Angola é um país com uma população jovem muito grande, o que quer dizer, dentre outras consequências, que o investimento na formação dessa população jovem constitui um desafio e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade”, referiu.

A cooperação tecnológica surge integrada numa estratégia mais ampla de diversificação económica, que inclui igualmente o reforço do investimento, da indústria transformadora e das infra-estruturas.

Segundo Adão de Almeida, a presença chinesa no mercado angolano já envolve cerca de 600 empresas, algumas das quais com actividade no país há vários anos. A indústria transformadora, a construção civil e a siderurgia estão entre os sectores referidos.

No domínio das infra-estruturas, destacou a barragem hidroeléctrica de Caculo-Cabaça e o Porto Caio, em Cabinda, como projectos estratégicos no âmbito da cooperação bilateral.

A visita à China incluiu ainda a assinatura de um memorando de entendimento entre a Assembleia Nacional de Angola e a Assembleia Popular Nacional da República Popular da China, que prevê a criação de grupos de amizade entre os dois parlamentos e o reforço dos contactos institucionais.