A Microsoft introduziu optimizações no Windows 11 que permitem reduzir entre 2 GB e 3 GB o consumo de memória RAM com o computador em repouso, ao mesmo tempo que tornam mais rápida a resposta do sistema, numa altura em que o preço dos componentes electrónicos continua elevado.
Relatos publicados em fóruns especializados e testes práticos independentes indicam que, em computadores com 16 GB de RAM, o sistema, que anteriormente podia arrancar a consumir perto de 10 GB, passa agora a utilizar cerca de 7 GB antes da execução de tarefas mais exigentes.
Mesmo com vários programas abertos, incluindo navegadores com dezenas de separadores, aplicações de mensagens e reprodução de vídeo em alta definição, o consumo de memória raramente ultrapassa os 90%, segundo os testes realizados.
Processador acelera durante alguns segundos
A melhoria na gestão da memória está associada ao alargamento do chamado Low Latency Profile a praticamente todas as aplicações instaladas no computador.
A funcionalidade utiliza uma estratégia de gestão do processador que eleva temporariamente a frequência da CPU quando o utilizador abre o menu Iniciar, efectua uma pesquisa no sistema ou inicia um programa.
Durante cerca de um a três segundos, o processador é colocado numa frequência mais elevada para concluir rapidamente a tarefa, regressando posteriormente ao estado de repouso.
O ajuste pretende melhorar a experiência de utilização sem exigir equipamentos de topo. Programas nativos e aplicações web pesadas apresentam tempos de resposta mais rápidos, enquanto os ganhos na fluidez visual dos menus de contexto e na resposta da barra de tarefas podem situar-se entre 40% e 70%, de acordo com os testes divulgados.
A funcionalidade vinha a ser introduzida gradualmente através de actualizações cumulativas nos últimos meses, mas passou a estar activada de forma mais abrangente com o pacote 26H2.
Pressão sobre os preços da memória
Por detrás das optimizações está também uma questão económica relacionada com o mercado de componentes electrónicos. A memória RAM permanece cara, enquanto muitos computadores portáteis chegam ao mercado com os módulos de memória soldados à placa principal, limitando ou impedindo futuras actualizações.
Perante este cenário, a Microsoft terá optado por melhorar a utilização dos recursos disponíveis, em vez de aumentar as exigências de hardware.
As alterações concentram-se no gestor de memória, nos algoritmos de compressão de dados em execução e no código das bibliotecas WinUI e WebView2.
A estratégia permite melhorar o desempenho de computadores com configurações de memória mais modestas e reduzir a pressão para que os utilizadores adoptem equipamentos com 32 GB de RAM.
Fonte: Sapo.PPLware


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