A inteligência artificial está a acelerar e a sofisticar os ciberataques, aumentando a pressão sobre empresas e governos para reforçarem as suas defesas digitais, alertou esta quinta-feira, o presidente executivo da Thales, Patrice Caine, que defende maior investimento em sistemas de cibersegurança baseados na mesma tecnologia.

Segundo Caine, alguns modelos de inteligência artificial estão a adquirir capacidade para operar com menor supervisão humana, permitindo aos atacantes lançar operações mais rapidamente e com maior grau de sofisticação. O executivo afirmou ainda que actores estatais estão cada vez mais envolvidos em ataques cibernéticos.

Apesar dos riscos, o presidente da Thales considera que a IA também pode ser utilizada pelos defensores para detectar e combater ameaças. O responsável lamentou que esta vertente receba menos atenção e defendeu um reforço das capacidades tecnológicas de protecção contra ataques potenciados pela inteligência artificial.

A Thales apresentou novas ferramentas de cibersegurança, incluindo soluções destinadas a proteger software contra ataques baseados em IA e uma parceria com a Google Cloud para ajudar empresas a utilizar sistemas de inteligência artificial de forma mais segura. Caine classificou como “assustadora” a velocidade de crescimento dos ciberataques potenciados pela tecnologia.